Premiado e conhecido no mundo da música eletrônica, Helder Aragão, o DJ Dolores, faz festa com sua banda em Bauru.
Uma caixa cheia de vinis, um toca-discos e um computador é o suficiente para que DJ Dolores abra seu baú de memória e apresente algumas de suas experiências vividas no decorrer de longos anos de carreira. Aos 40 anos, ele mostra que sua música não tem limite de estilo, vai de miami bass ao funk carioca.
Na sua certidão o nome é Helder Aragão, mas até ele se esquece do nome de registro. “DJ Dolores já pegou, faz muitos anos que sou conhecido assim, é marca registrada.”
Seu currículo é invejável. Já se apresentou nos principais festivais de música da Europa, dividindo o palco com artistas de peso como Bjork, Moby, Chemical Brothers e Elvis Costello. Remixou músicas de Bob Marley. Assinou a trilha sonora do filme e da peça “A Máquina de João Falcão”. Recentemente ganhou o prêmio Tim na categoria música eletrônica e realiza frequentes turnês pelo mundo com a “Aparelhagem”, como é chamada por ele a banda que o acompanha há dois anos.
O que muita gente não imagina é que mesmo tendo acumulado tantas premiações e participado de muitos eventos importantes, Dolores não se arrisca a tocar nenhum instrumento. “Desde pequeno sempre fui muito envolvido com a música e o caminho natural de quem não toca nenhum instrumento é virar técnico, produtor ou DJ. Eu escolhi a última opção”, revela.